Adenor Gonçalves- Advogado, Jornalista, Teologo.

De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos pediu; Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos” (Lucas 11:1)

Esse pedido feito por um de seus discípulos, não queria dizer que eles não sabiam como falar com Deus, porque certamente eles participaram das celebrações e rituais nas sinagogas.

Mas andando todo o tempo com Jesus, eles observaram seus hábitos de oração. Eles o viram, frequentemente, procurando um lugar deserto para falar com seu Pai. Como era importante o momento a sós com Deus. Jesus orava com tanta intensidade, investia tantas horas falando com o Pai, que seus seguidores constataram que lhes faltava algo importante e que eles queriam ter uma vida de oração como Jesus tinha.

Daí uma das orações mais transformadoras: “Senhor, ensina-me a orar”.

Jesus ensinava em todo tempo: através de suas palavras, atitudes e exemplos. Jesus sabia da importância e necessidade de um relacionamento íntimo e pessoal com o Pai. Por isso, tudo o que ele realizava, antes apresentava ao Pai em oração.

Através do exemplo de sua vida Ele está ainda nos ensinando a orar. Os discípulos não pediram: “Ensina-nos a curar os enfermos, a expulsar os demônios, a pregar”, eles desejavam aprender a orar, a falar com o Pai de tal maneira que tivessem suas petições atendidas.  A necessidade dos discípulos é a mesma que temos hoje: ter comunhão com o Pai através da oração e ter as petições respondidas.

O efeito da oração é como uma dinamite: explode as dificuldades e quebra as barreiras. Quanto mais tempo passamos na presença de Deus, menos tempo gastamos com as coisas deste mundo. Jesus orava sempre que sentia necessidade de estar na presença do Pai; de dia, de noite, nas madrugadas.  O exemplo de Jesus nos ensina que o cristão deve ter uma vida inteira de oração, e separar alguns momentos diários, exclusivamente, para ouvir a voz de Deus.

Ele nos deixou um grande ensinamento: quem se prostra na presença de Deus em oração por mais tempo, glorificando, exaltando, intercedendo, agradecendo e pedindo, perde menos tempo guerreando neste mundo. 

Jesus quando nos ensinou o modelo de oração: o “Pai Nosso” registrado em Mateus 6.9-13. Não foi para que repetíssemos como um mantra, mas como modelo já que nela estão contidos todos os princípios legais para falarmos com Deus.  

O mundo material e espiritual é regido por leis. Deus determina alguns princípios para que o homem tenha comunhão com Ele, e o primeiro deles é aceitar Jesus Cristo como Salvador e Senhor da sua vida e confessar a Ele seus erros, e viver somente para adorá-lo.

Quem nega este princípio encontra as portas dos céus fechadas para suas orações. Deus é Santo. E para ouvir as orações do homem pecador, Ele enviou Seu Filho Jesus Cristo- que na condição de Deus se fez homem e habitou entre nós-, entregou sua vida à morte para nos salvar dos nossos pecados. O sacrifício de Jesus nos purifica e nos justifica perante Deus fazendo assim que Ele atenda as nossas orações.

Que o Senhor nos ensine a orar.

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